02 janeiro, 2015

Conclusão do #PHpoemaday

FELIZ 2015, PESSOAL!
Como passaram o Ano Novo? Muita comida, muitos fogos, muita diversão, muita leitura? 
Esse ano de 2014 foi bem conturbado aqui no DDE. Dias com posts, dias sem post, eu lembro disso. Também lembro da instabilidade que foram os posts do segundo episódio da websérie Legally Friends, mas ela já se encontra completa, ao menos, aqui nesta página, para quem quiser conferir. Daí entrei em hiatus após publicar o último capítulo e, um bom tempo depois, eu resolvi retomar o blog com o #PHpoemaday

Desde o início, eu queria muito cumprir todo o mês certinho de postagens dos temas e, apesar de ter atrasado alguns posts, ainda fiquei surpresa por ter conseguido fechar tudo ainda no dia 31. Participar dessa edição do projeto foi, precisamente, no fim das contas, ainda mais gratificante do que eu esperava, pois, apesar de alguns temas terem me deixado sem chão e de eu particularmente não ter gostado de alguns poucos escritos meus durante o mês, eu me surpreendi com os outros textos. Me surpreendi comigo mesma por arriscar novos formatos, novos climas de narrativa e linhas de pensamento. 

Nos primeiros dias, segui a minha linha natural de escrita, toda romanceada, e o texto do segundo dia, particularmente, foi um dos meus favoritos! Eu chorei enquanto o concluía e foi uma sensação nova que experimentei durante a escrita, por causa disso. Já no texto do dia 9, foi preciso ousar um pouco, e fiquei bem surpresa por ter escrito algo tão fora da minha "zona de conforto", e, modéstia a parte, gostei muito do resultado. No dia 10, foi a vez de explorar um novo formato de escrita, o tão famoso haikai. A minha primeira tentativa foi bem de última hora e abrupta, mas gostei do início. Desenvolvi alguns outros haikais ao longo do desafio, até que chegou o dia em que resolvi recorrer ao diálogo, já no dia 27. Foi estranho escrever algo sem narrativa, apenas com a fala dos personagens, mas também gostei do resultado. Até que, no dia 30, chorei mais um pouco enquanto escrevia aquele que acabou se tornando mais um dos meus textos favoritos do #PHpoemaday. 

No fim das contas, participar do #PHpoemaday me possibilitou mudar os meus ares naturais de escrita e arriscar situações, personagens, narrativas, temas novos. Foi muito interessante desenvolver textos, contos, poesias, diálogos e haikais para assuntos tão amplos, e eu realmente me senti expandindo um pouco a minha escrita. Ainda tenho muito a evoluir, principalmente no que diz respeito a algo mais longo, como um livro, que eu pretendo dar continuidade agora nas férias, mas esse mês foi bem positivo para mim, apesar da correria dos primeiros dias por ainda estar em provas no colégio, mas, graças a Deus, deu tudo certo.

Honestamente, eu não sei como o blog fica agora. Como já disse, quero dar continuidade ao livro que comecei a desenvolver em Novembro do ano passado e cuja ideia já martela na minha cabeça há um bom tempo, e ainda tem os deveres do SammySacional, porque, além dos posts rotineiros, as leituras e, consequentemente, resenhas, não param, então realmente vai ser difícil me programar com o DDE por algum tempo. Mas espero poder atualizá-lo de vez em quando com uma poesia, conto, diálogo novo. Websérie ainda é cedo para dizer, pois precisa de preparação com os capítulos, claro, mas eu pretendo fazer isso até a metade do ano, então aguardem. Só recapitulando, a Clara e a Susana já narraram suas histórias. O terceiro episódio será a vez do Leandro ou do Felipe narrar? Hum...

Bom, eu só queria mesmo fazer esse update do final do projeto com vocês hoje. Espero não ter me prolongado demais com os parágrafos acima, rs. E também espero estar de volta por aqui com algum escrito em breve, rs, mas, bem, sem garantias.

Muitos beijos e obrigada pela paciência,
Sâmella Raissa

31 dezembro, 2014

[#PHpoemaday] Fecham-se as cortinas

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| #PHpoemaday | Dia 31 | O Fim |
Proibida a cópia ou reprodução total ou parcial do texto

Abrem-se as cortinas
Do teatro que é a vida
Não há roteiro para seguir
É preciso improvisar
E ver onde tudo vai dar

Vamos seguindo em frente
Entre altos e baixos,
Sorrisos e lágrimas,
Aprendendo com nossos erros
E criando, cada vez mais, novas memórias

Aproveite cada momento
Não tenha medo de ser feliz
Porque, de repente, não há mais o que fazer
Fecham-se as cortinas
E fim

UM FELIZ ANO NOVO PARA TODOS VOCÊS!
QUE 2015 SEJA UM ANO DE MUITAS FELICIDADES E VITÓRIAS!

Beijos,
Sâmella Raissa

[#PHpoemaday] Verdadeiro lar

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| #PHpoemaday | Dia 30 | O Paraíso |
Proibida a cópia ou reprodução total ou parcial do texto

Uma brisa suave invadia a janela aberta no quarto de hospital, e a pequena Molly repousava tranquilamente, enquanto conversava com a tia sentada ao seu lado na cama. A garotinha de oito anos sorria singelamente enquanto ouvia atentamente ao que a tia falava com tanta suavidade e carinho, e assim a tarde passava. Em um dado momento, a menina ajeitou-se levemente em seu colo, e encarou-a mais firmemente, o semblante sério de repente.
— Tia Olívia? — Ela balbuciou, chamando a atenção da tia.
— Sim, querida? — A mulher interrompeu o que falava e direcionou toda a sua atenção à sobrinha.
— É verdade o que as pessoas dizem sobre o paraíso? Ele existe mesmo? — A pergunta a pegou de surpresa.
— Sobre o que exatamente você quer saber? — Ela perguntou, amável.
— É um lugar tão bom como as pessoas falam?
— Sim, querida, é sim.
— E não tem dores ou tristezas nesse lugar? — A menina quis saber, ainda séria.
— Não, meu bem. Lá existe apenas alegria e amor.
— Então por que a gente não pode ir morar lá? — Molly persistiu.
— Porque para tudo há a hora certa, e apenas não chegou ainda o momento para morarmos lá. — A tia sorriu, visivelmente chorosa.
— Mas um dia a gente vai para lá?
A tia olhou por um momento em direção à janela e admirou o céu claro à distância. Voltou-se para a menina e sentiu uma lágrima escorregar-lhe pela face.
— Sim, meu amor. Quando for o tempo d’Ele, nós iremos.
A criança sorriu levemente, os olhos brilhando e continuou a encarar a tia silenciosamente. Observou-a enxugar algumas lágrimas singelas que insistiam em correr por seu rosto. De repente seu coração, anteriormente agitado, começou a acalmar-se. Estava tranquila, sentia-se leve e aconchegada ao colo da tia que tinha praticamente como uma mãe. Sussurrou, de repente, cortando o silêncio.
— E quando eu vou saber que essa hora chegou, tia?
A tia sentiu um aperto leve no peito. Mais uma lágrima.
— Não há uma forma definitiva. Você simplesmente saberá.
Molly aproximou calmamente a mão pequenina até a da tia, envolvendo-a e apertando-a. Foi a sua vez de derramar uma singela lágrima pelo canto do olho, que a tia não pôde ignorar. A menina sorriu, sentindo-se ainda mais leve.
— Acho que essa hora já chegou. — Parou por um momento, e concluiu. — Para mim.
A tia, que tentava ao máximo não derramar-se em lágrimas, libertou o choro aos poucos, enquanto abraçava e beijava a sobrinha que há tanto tempo criava como filha. Passara longos meses tratando do câncer inesperado, e pensou, por um momento, que a doença havia vencido a doce menina naquele momento. Ao mirar seus olhos, cheios de vida por mais uma única vez, teve a certeza, em seu coração, de que a doença não fora a vencedora. Molly fora tão forte durante todo esse tempo e, agora, ela tinha certeza de que um lugar melhor a esperava. De que ela definitivamente não teria mais dores ou tristezas. Estaria em paz, entregue a sorrisos e muito amor. E era isso que aliviava seu coração naquele momento.
Porque, mais do que ela, Ele não deixaria a sua tão linda menina sofrer um dia mais sequer e cuidaria dela como sempre fez. 

P.S.: Sorry por não tê-lo publicado ontem, mas não deu. E, apesar do atraso, espero, de coração, que tenham gostado. Virou um dos meus contos favoritos do Poem A Day.

Beijos,
Sâmella Raissa