11 junho, 2015

[#PHpoemaday III] As eutanásias do dia-a-dia

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| #PHpoemaday | Dia 11 | A Eutanásia |
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A eutanásia
Imposta por uns
Aceita por outros
Rejeitada por tantos
Dolorosa para aqueles ligados pelo sangue

Mas tão dolorosa quanto ela
É também as eutanásias do dia-a-dia
A eutanásia dos sentimentos, da alegria,
Dos sabores, da família, das amizades,
Dos sonhos realizados, e caminhos trilhados

Porque tão ruim quanto
Decidir-se por morrer em meio às dores
É abdicar das alegrias da vida
Antes mesmo de enfrentá-las. 

Beijos,
Sâmella Raissa

06 junho, 2015

[#PHpoemaday III] O outro molho de chaves

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| #PHpoemaday | Dia 6 | O Molho de Chaves |
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“Cadê o molho de chaves?”
Está na mesa de centro.
Está pendurado no armador.
Está em cima da cama.
Está sobre o sofá.
Na verdade, pode estar em qualquer lugar da casa.
É só saber procurar.

“Mas cadê o outro molho de chaves?”
Isso você nunca perguntou.
Mas, também, não sou eu quem irei dizer onde está.
Antes de tudo, esse, você tem que,
Não apenas procurar, mas conquistar de verdade.
Porque as portas para o meu coração
Não irão se abrir com facilidade, meu amor.

Beijos,
Sâmella Raissa

04 junho, 2015

[#PHpoemaday III] O silêncio dos apaixonados

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| #PHpoemaday | Dia 4 | O Silêncio |
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Pedro se olhou mais uma vez no espelho. A postura era confiante, mas o coração do jovem continuava agitado e com mil batidas por segundo, tamanha era a ansiedade por rever sua amada. Haviam marcado de se encontrarem, e a hora se aproximava. Não havendo muito mais que fazer ali, dirigiu-se à cama, onde seu presente o aguardava, e rumou até a porta do quarto, com destino ao parque da cidade.
Era inverno, e o menor dos suspiros deixava uma leve fumaça no ar, por entre as ruas cobertas de neve onde o frio reinava intenso. Caminhou a passos largos, com um pano sobre seu tão precioso presente, para que não viesse a ser atingido pelos singelos flocos de neve que insistiam em cair mesmo após tanta neve pelo chão. Ao aproximar-se do parque, foi impossível conter o sorriso que transpassou por seus lábios no instante em que a avistou sentada no banco, a postura tranquila, igualmente envolvida em casacos, e, mesmo ao longe, podia-se notar um leve sorriso a tomar conta de seus lábios. Lábios estes que ele mal podia esperar para saber que gosto tinham, enfim.
Silenciosamente, chegou por trás dela e depositou um beijo em sua cabeça, por entre as madeixas castanhas. Violeta não precisou pensar muito para reconhecer como sendo Pedro, o único que tinha o direito de tal recepção, muito embora ele não soubesse realmente disso, e seu sorriso aumentou. Assim, ele pôs diante dela, com um sorriso quase tão imenso quanto o dela, e olhou-a profunda e ternamente em seus olhos. Ela retribuiu o olhar da mesma forma, e de longe era possível sentir o carinho que nutriam um pelo o outro e o qual já não necessitava de palavras ditas ou escritas para que se fosse concretizado. Também, pudera, Pedro havia sido impedido de falar, ainda quando bebê, no entanto, e por causa disso, se aperfeiçoara na arte de saber ouvir e enxergar as coisas com mais clareza, e isso por si só já era o suficiente para Violeta, que depois de tanto tempo tendo-o apenas como um grande amigo, sabia que nunca seria capaz de encontrar outra pessoa que a compreendesse tanto e que ala amasse demais.
E uma vez que o sentimento era recíproco, bastou que ele revelasse o lindo buquê de violetas para que ambos se dessem conta de que, enfim, não havia mais como adiar o inevitável. Palavras não podiam expressar tudo o que sentiam em seus corações naquele momento, mas os sorrisos bem que chegaram perto, e tão logo eles apareceram, desapareceram também. Foi quando a distância teve de ser vencida, e compartilhando de um abraço extremamente apaixonado e reconfortante, o beijo aconteceu. E o amor também.
Porque, certas vezes, nem todas as palavras do mundo são capazes de dizer o que, muitas vezes, só um olhar é capaz de mostrar o que o coração sente de verdade.


Beijos,
Sâmella Raissa