05 outubro, 2013

Agora Eu Sei


Texto inspirado na música "Menina Não Vá Desanimar", da Marcela Taís. Não é totalmente o que a canção retrata, mas é um pouco do que eu penso ao ouvi-la. Um pouco mesmo, porque, talvez, se eu colocasse tudo o que penso a partir dela no papel, daria um verdadeiro conto... Mas, bem, espero que gostem!

Olhe para a direita.
Vê aquela garota sentada no banco, conversando com uma turma de adolescentes, magra, usando calças jeans, salto alto, brincos de argola, camiseta verde decotada e de cabelos louros? Pois é...
Essa não sou eu.
Agora olhe para a esquerda.
Vê aquela menina morena escorada na haste do pátio, ao lado de um rapaz de sorriso branco, com batom vermelho forte, delineador carregado, calça jeans da última moda, iPod no bolso da calça, blusa regata bege com uma jaqueta jeans de tamanho menor? Pois é...
Aquela também não sou eu.
Agora olhe para o meio dessas duas moças.
Está vendo aquela garota sentada no chão, com os fones no ouvido, parecendo concentrada em sua revista de criptogramas, usando calças jeans simples, com uma camiseta rosa-claro, sem qualquer tipo de maquiagem ou bijuteria, e um tênis All Star surrado?
Bem... Essa, sim, sou eu.
Por que eu fiz todas essas observações? Talvez falta do que fazer. Mas a verdade é que eu não sou como as garotas anteriormente descritas. Por que?
Bem, eu nunca seria capaz de usar um salto alto, por pura falta de controle e equilíbrio. Também não conseguiria aguentar tanta maquiagem no rosto; prefiro o natural. Inclusive, não usaria aquelas calças novinhas em tamanho 38; não cabem em mim. E sabe a camiseta decotada? Eu nunca seria capaz de usar uma sequer.
Mais sabe da diferença maior? Simples.
Elas tem o jeito delas, e eu tenho o meu.
Pode parecer óbvio, mas é meio incrível perceber que muitas pessoas resolvem criar seu próprio reflexo com base em outras pessoas. A mesma calça jeans, os mesmos cabelos lisos, a mesma maquiagem, as mesmas roupas de marca, e, em alguns casos, até as mesmas atitudes.
Confesso que, até um tempo atrás, eu também o fazia. Deixava de olhar para mim mesma e passava a observar o que estava mais em alta nas pessoas ao meu redor. Em outras palavras, qual era o padrão do momento, e admito que, durante esse tempo, tive minha personalidade quase apagada. Porque a verdade é que ninguém é igual, e justamente por isso cada um é tão especial. Não é preciso se espelhar nos demais para acompanhar a moda do momento, basta apenas ser você mesmo. Estamos, sim, em constante mudança, seja em opiniões, atitudes, palavras ou pensamentos, e que estes venham para melhor. Mas não significa que nossa personalidade tenha que se perder no tempo; ela simplesmente se renova a cada momento, mas a sua essência permanece.
E agora eu sei disso. Só espero que as outras pessoas descubram isso também. 

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