01 fevereiro, 2014

[WebSérie #2] A Fórmula do Amor - Capítulo 17

Primeiramente, peço desculpas por ter ficado tanto tempo sem postar no blog. Acontece que essa semana voltei à escola, mas as coisas ainda estão meio confusas e loucas, sei lá, fiquei meio aérea, ou, bem, me foquei em algumas coisas e esqueci de outras. Mas vou tentar recuperar o tempo perdido, tá? E vão aproveitando a webnovela... Ele já está quase em seus últimos capítulos, hein... ;)
Este capítulo é parte integrante da WebSérie original "Legally Friends", escrita por Sâmella Raissa. Para ter acesso aos capítulos anteriores, clique aqui. Favor não copiar quaisquer partes do texto sem a devida autorização da autora.

De volta ao passado, digo... ao normal (ou quase)

Aquela quarta-feira iniciou-se, diferentemente dos dias anteriores, bem vagarosa e desanimada, totalmente coerente aos acontecimentos do dia anterior. Lembro-me de ter adormecido logo que cheguei ao meu quarto, mais ou menos umas 20h10, e só acordar lá pelas 22h30, com muita insistência de mamãe para que eu, ao menos, me alimentasse. Deitei-me novamente à meia-noite, mas só para ficar encarando o teto e refletindo sobre os acontecimentos anteriores e o que diria a Marcos, quando este me questionasse de novo. Nessa situação, acabei por voltar a dormir só às 01h40 da madrugada, e, vendo meu estado aéreo e desconcertado, mamãe – após muito discutir com papai à respeito – determinou que eu não iria para a escola naquele estado, e passou, ela mesma, uma mensagem para a Clara pedindo que relatasse minha falta na secretária, por motivo de “dor de cabeça” – o que acabou sendo verdade, já que depois de tanto pensar e, confesso, chorar (mas só um pouco), acabou se concretizando.

Mas, como a boa amiga de infância que era, Clara sabia que, eu podia não fazer o dever de casa, o trabalho, planejar qualquer extra pedido por algum professor, mas eu nunca faltava à escola. Sério. Uma vez a diretora Palmer até me chamou para conversar no intervalo e questionou se “eu não tinha uma saúde para cuidar nem uma vida normal com imprevistos inadiáveis” e eu só ri, admirando-me pela sua pergunta direta, mas muito intrometida. E, bem, conhecendo-me dessa forma, Clara não deixou de responder a mensagem com milhões de indagações, observações e estranhamentos com simples reticências. Aquilo significava tanto que, sem perder tempo, respondi-lhe apenas que era uma longa história e depois eu contava tudo para ela. E, como não sou tola, tratei de antever as intenções da minha amiga e acrescentei: E não tente burlar as aulas enquanto me envia uma carga de mensagens e perguntas. Nem se você me enviar um pombo-correio.
Assim sendo, eram 07h da manhã e lá estava eu, deitada na minha caminha quentinha, descansando do pesadelo da noite passada, quando, porém, papai bateu à porta do quarto e – contrariando a minha ideia de que ele tivesse voltado atrás e fosse me empurrar de uma vez por todas para a escola – avisou-me que Marcos estava sentado na sala de estar, esperando-me para esclarecer suas dúvidas. Em outras palavras, mesmo sem ir à escola, eu tinha muito o que resolver naquele dia.
[...]
Depois dos ocorridos daquelas terça e quarta-feira, papai insistiu em ir me deixar na escola na quinta-feira. O motivo exato eu ainda não sei com precisão, mas suspeito que seja por algum receio de que, durante minha caminhada matinal, Wesley de repente surgisse na minha frente e eu perdesse um pouco o foco das coisas. Não que eu costume ficar assim por muito tempo, mas o que Seu Gilberto tinha de rígido, porém, ele também tinha de protetor, e eu não iria me opor a ele.
De certa forma, eu me senti segura com sua atitude. Papai não era muito sentimental e aquela era a sua forma de mostrar carinho e amor, e isso me confortava. No instante em que o carro estacionou em frente à escola, porém, a proteção se esvaiu aos poucos. Começou quando coloquei o pé para fora do carro, e vi o olhar azedo e antipático de Penélope me fuzilar a uma distância – eu diria – não muito segura, acho. Isso papai não percebeu, mas continuou a esperar que eu adentrasse ao colégio em si, como se fosse uma garotinha de cinco anos em seu primeiro dia de aula no maternal. Segui em frente, ignorando o olhar fuzilante da patricinha, e tão logo alcancei o portão de entrada, Clara me surpreendeu com um abraço urgente.
– Bom te ver, amiga, já estava achando que não viria hoje! – Ela sorria, sincera, ao se afastar e me olhar melhor. Nesse momento seu olhar assumiu um pequeno tom de reprovação ao vislumbrar os meus olhos ainda inchados. Sem me dar chance de antever suas palavras, ela acrescentou, desgostosa: – Ah, não, Susana! Não me diga que esses olhos inchados são pelo sono ter terminado precocemente, você não podia faltar mais um dia de aula!
– Com certeza! – Anneliese apareceu ao nosso lado, concordando com ela. – Não é justo você sofrer sozinha e dormir à ponto de faltar à aula por causa de idiotas como o Wesley.
– Mas e então, como fica essa história agora? Ele não pode simplesmente continuar convivendo com você na farmácia depois desse inconveniente; seria bem incômodo. – Clara observou, duvidosa.
– Honestamente? Não sei nada sobre isso ainda, mas acho que devo saber hoje. De qualquer forma, sem mais julgamentos, por favor? – Pedi por um momento, sem o menor ânimo para prolongar aquele assunto novamente. – Tenho aulas para assistir e as de ontem para recuperar. Prometo que depois discutimos à respeito disso e do que mais vocês quiserem...
– Não esquenta, Susana, a gente sabe que você quer esquecer esse assunto. Não precisa falar mais nada sobre, nós já sabemos o suficiente, e, se me permite acrescentar, o Wesley não merece sua memória. – Anneliese afirmou, sincera. Dei-lhes um abraço rápido, feliz por ter amigas tão compreensivas, e então seguimos em direção à sala de Biologia, onde Felipe, Gustavo e Leandro já nos aguardavam.
O resto do dia continuou a se passar normalmente, à medida que a aula transcorria lentamente e eu tentava pegar o conteúdo do dia anterior entre os intervalos de aulas. Meus amigos se mostraram bem atenciosos na tarefa de não mencionar nada que lembrasse o assunto e, apesar de eu não ter chegado nesse extremo de sensibilidade, me senti grata por isso. Um incômodo a menos, pelo menos na escola.
Após a aula, Clara e Leandro seguiram para casa, terminar um trabalho em dupla para o dia seguinte, e Gustavo precisou continuar na escola, para os ensaios de uma nova peça que a professora Stella estava organizando. Dessa forma, seguimos eu, Anneliese e Felipe em direção à farmácia; eles haviam se prontificado para me acompanharem até lá, alegando que gostariam de me fazer companhia. Mas, observando-os de esguelha em alguns momentos, pude jurar que uma segunda intenção pairava sobre aquele prontificado. E isso ficou comprovado pouco após eles me deixarem na frente da farmácia, logo que os vi adentrarem a uma sorveteria na esquina da outra rua. Um sorriso involuntário e repentino escapou por meus lábios, um pouco surpresa por aquilo, e finalmente entrei na farmácia. Ao chegar lá dentro, chamei por Marcos, e já ia adentrando ao banheiro para vestir meu uniforme quando duas mãos alcançaram-me os olhos, tapando-os.
– Lembra de mim, Susi?

2 comentários:

  1. Quem será que chegou? Não creio que seja o Wesley, então minhas suspeitas vão para a Andrea que andou bem sumidinha nos últimos capítulos...

    A Susana é uma garota de sorte. Vive cercada de amigos incríveis e mega compreensivos! Tomara que eles continuem dando uma força para ela, enquanto ela passa por essa fase ruim.

    Beijos ♥ Jeito Único

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  2. Pobre Susana, tendo que lidar com o idiota do Wesley e conviver com os olhares da (outra idiota) Penélope. Fiquei curiosa para saber quem chegou, e assim como a Lari, minhas apostas também vão para a Andrea, venho sentindo saudades dela.
    Beijos! ^^

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